Variante da covid-19

Variante da Covid-19: conheça os novos sintomas provocados pela mutação do coronavírus

A comunidade médica mundial luta há mais de um ano para conseguir entender a complexidade da doença causada pelo novo coronavírus e encontrar a melhor forma de lidar com esse mal. Recentemente, especialistas que trabalham diariamente com o vírus começaram a observar novos sintomas a partir da variante da Covid-19. Assista à live completa abaixo transmitida no canal de Fernando Beteti no YouTube.

Essa é a realidade que o cirurgião geral e médico da linha de frente no combate à pandemia Dorival Ricci Júnior tem constatado. A nova cepa em circulação no Brasil, denominada P.1, alterou os sintomas de uma grande parcela de pacientes infectados.

De acordo com Ricci Júnior, até setembro ou outubro do ano passado, de 70% a 80% das pessoas que testavam positivo para o coronavírus notavam a perda de olfato e paladar e relatavam alguns sintomas gripais. Desde então, os sintomas mais predominantes começaram a mudar: as perdas de olfato e paladar diminuíram e as dores musculares e principalmente as dores de cabeça começaram a ser citadas com maior frequência pelos pacientes.

Além disso, ele elenca os principais sintomas da variante da Covid-19 que aparecem com maior recorrência atualmente:

  • Tosse;
  • Incômodo na garganta;
  • Dores no corpo, nas costas, principalmente, e dor de cabeça.

Variante da Covid-19 é mais agressiva

Conforme relata o médico, a nova variante do vírus também parece causar uma inflamação maior e mais rápida nos infectados.

“A Covid tem três fases básicas: a inicial, onde só tem uma replicação viral, a fase dois é a fase de inflamação e a três é a de insuficiência respiratória. A gente tem visto que, ou a fase um encurtou, ou a pessoa está tendo sintomas muito leves no início, que a própria pessoa não percebe. Eu acredito que ela esteja inflamando mais cedo”, considera o cirurgião.

Segundo ele, com a fase de replicação viral mais curta, o resultado é um processo inflamatório do pulmão mais ágil. No ano passado, a primeira fase da doença chegava a durar sete dias. Agora, o médico diz que tem visto pacientes com inflamação pulmonar no quarto dia de ação do vírus.

“A gente [também] tem visto que ela tem vindo mais forte nos primeiros dias. Antes a gente tinha até que insistir com a pessoa: ‘Na semana passada você não teve uma dor de cabeça?’ E [a pessoa dizia]: ‘Ah, doutor, eu tive uma dor de cabeça mesmo’. Mas como foi tão leve, a pessoa não se recordava muitas vezes”, destaca.

Mutação da covid-19 é progressiva

Além dos sintomas iniciais mais fortes, ainda há o fato de a Covid-19 ser progressiva, explica o especialista. Ricci Júnior pontua que acompanhar o desenvolvimento dos sintomas, principalmente na fase inicial da doença, é extremamente importante para que o profissional saiba como iniciar os protocolos e entender quais medicações devem ser prescritas. “É para a gente poder calcular em qual fase a pessoa está. O médico precisa estar sempre atento [aos] sintomas, às vezes até fazer uma tomografia antes”, aconselha.

Apesar do conhecimento sobre a atuação do vírus no corpo humano, o cirurgião relata que, em muitos casos, há ainda a negação da realidade por parte do paciente. A pessoa atribui os sintomas que está sentindo a ocasiões corriqueiras. Contudo, esses sinais iniciais podem ser cruciais para que a doença seja detectada e o tratamento precoce seja iniciado.

“Nós estamos em pandemia. Então qualquer sintoma relacionado à doença, o mais provável é que seja a doença e não a rinite que eu sempre tenho, a dor de cabeça que eu sempre tenho. Tem que dar chance ao seu organismo de mostrar que você está infectado e não correr o risco. “Lembrando que, quanto mais cedo se iniciar o tratamento, mais benefícios a pessoa tem”, afirma.

Leia outras matérias no Blog da NutriGenes.

Fotos: Ilustrativas/Pixabay

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