Sarcopenia – o que é e como prevenir

Com a idade, ocorre a perda de massa muscular e da musculatura esquelética. Isso começa a acontecer de maneira sutil e imperceptível aos 30/40 anos e mais notadamente entre os 60/70. Segundo especialistas, aos 80 anos uma pessoa pode ter perdido até 50% dos músculos que possui. A esse processo se dá o nome de sarcopenia.

Essa diminuição contínua das fibras musculares, associada a fatores como queda nos índices de hormônios (estrogênio, testosterona,etc) e no comando nervoso que cuida das contrações musculares, traz vários sintomas e problemas ao dia a dia. Dentre eles, podemos citar a diminuição da velocidade de caminhada, dificuldades para se levantar sem apoio, subir escada e demais atividades que exijam movimentos,  rigidez e sensação de peso nos braços e pernas,etc.

Dividida em três estágios (1º – perda da massa muscular apenas; 2º – perda da massa e força muscular e 3º – dificuldades para realizar certas atividades, como as já citadas acima), a sarcopenia pode favorecer até mesmo a ocorrência de fraturas, pois os músculos contribuem para o equilíbrio corporal.
Daí podemos pensar: não tem jeito de evitar isso, pois é uma consequência natural do envelhecimento. Será que tem que ser assim? Existem formas de se fazer a prevenção da sarcopenia? A resposta é sim, podemos retardar esses efeitos da perda muscular. Aliás, existem idosos que sequer tem sarcopenia e levam vida normal.

Uma das coisas que devemos fazer a vida toda – e quanto mais cedo melhor – é atividade física regular. Movimentar-se contribui para o fortalecimento e manutenção da massa muscular, além de muitos outros benefícios. Para idosos, há exercícios que colaboram na recuperação ou melhoria dos movimentos dos membros que já  perderam musculatura.

Outra, é cuidar da alimentação e suplementação nutricional. Ingerir nutrientes como vitamina B12, antioxidantes, magnésio, proteínas, vitamina D3, Vitamina B11 e aminoácidos (leucina, isoleucina, valina) auxiliam na manutenção dos músculos, deixando-os saudáveis.

Tratamentos de reposição hormonal (testosterona, DHEA, GH, etc) também são recomendados por especialistas. Todavia, é fundamental consultar médicos da área para, por meio de exames, verificar a necessidade e as dosagens indicadas.

Conforme você percebeu, são os hábitos e o estilo de vida adotados que determinam a saúde ou a doença. Com a sarcopenia não é diferente. Podemos contribuir para que ela aconteça ou não, com maior ou menor intensidade. A escolha está em nossas mãos.

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