Homens carecas são mais vulneráveis à covid-19; ENTENDA

Após o surgimento da variante P1 do coronavírus no Brasil, que preocupou a comunidade médica mundial, muito se questionou sobre o potencial de transmissão e da letalidade do vírus. Passados alguns meses desde a descoberta da nova variante, estudos apontam que essa cepa da covid-19 já é predominante entre os casos em vários estados brasileiros.

Para alguns médicos, características biológicas de alguns indivíduos parecem torná-los mais vulneráveis à infecção da covid-19. É o que diz o médico Albert Dickson.

Em entrevista no meu canal no Youtube, Dickson explicou que especialistas observaram que a nova cepa em circulação no Brasil, por ter se adaptado às condições do ambiente, pode, também, ter encontrado um novo aliado no corpo humano. Essa nova “arma” da variante seria a protease transmembranar 2 (TMPRSS2).

“É uma protease estimulada pelo DHT, a di-hidrotestosterona, que é a ponta final da testosterona. O homem e a mulher têm [a di-hidrotestosterona], só que as mulheres têm a metade [da quantidade] dos homens. A di-hidrotestosterona protege o coração de infartos, dá cognição, dá músculos, mas tem um problema, o excesso dela [faz cair] o cabelo”, detalhou Dickson.

De acordo com o médico, o excesso dessa substância no corpo humano pode tornar uma parcela da população mais vulnerável à covid-19. Esses pacientes são facilmente identificáveis porque, segundo Dickson, a presença da di-hidrotestosterona em maior quantidade dá determinadas características físicas aos humanos.

Caracterísricas

Homens carecas ou calvos, com hiperplasia prostática benigna, sexualmente ativos, com muita barba, muita acne ou pele muito oleosa são, geralmente, pessoas com maior quantidade dessa substância no corpo. Nas mulheres, fatores que indicam o excesso da di-hidrotestosterona são a alopécia, maior quantidade de pêlos no rosto, muita acne, síndrome de ovário policístico e mulheres que estão na menopausa.

Conforme descreveu o especialista, a ligação entre o excesso de di-hidrotestosterona no corpo humano e uma maior vulnerabilidade à variante da covid-19 é explicada pela ativação da TMPRSS2. “Ela [covid-19] é apaixonadíssima pela di-hidrotestosterona, porque [a di-hidrotestosterona] faz com que ative a TMPRSS2 e com que a covid entre com mais facilidade e mais agressividade na célula”, resumiu o médico.

Considerando o “acúmulo” que alguns pacientes apresentam da substância, médicos perceberam que uma das melhores saídas para tratar a covid-19 seria bloquear a TMPRSS2. Esse trabalho é feito, de acordo com Dickson, pelos bloqueadores androgênicos. “Nós temos dois tipos: os antagonistas dos receptores androgênicos não-esteroidais, que não mexem com a parte hormonal, e são os que eu uso nos homens, para não ter problemas hormonais; e nas mulheres eu uso um antagonista dos receptores androgênicos esteroidal”, explicou o médico na entrevista.

O uso desses medicamentos é feito, conforme protocolo estabelecido por ele, durante sete dias após o diagnóstico de infecção no paciente. “Tem dado resultados muito bons, tanto em mulheres, quanto em homens. Mas não significa que o bloqueador só pode ser usado nesses pacientes, não. Como todo mundo tem o receptor androgênico, eu uso em todos os meus pacientes que têm sintomas de covid. Isso porque eles têm os receptores, então eu uso o bloqueador para o covid não ir até o bloqueador”, ressaltou.

Novos sintomas

Durante a conversa, o médico relembrou que a então recém-descoberta variante do coronavírus também alterou os sintomas da covid-19. Isso que podia confundir parte da população. Antigamente, eram comuns as queixas, principalmente, de perda de paladar e olfato e dores musculares. Agora, grande parte dos pacientes diz sentir um desconforto na garganta, como se estivesse “arranhando”, dor de cabeça e espirros frequentes.

Na transmissão ao vivo feita no meu canal do Youtube, o médico explicou a forma de atuação do vírus e as soluções estudadas para combater. Clique aqui e confira.

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